16 de Noviembre Día Internacional de la Tolerancia (Pájaros)
por Yo también actúo contra la discriminación, la xenofobia y el racismo. (vídeos)
3:24
.¿Que es la Tolerancia?
De acuerdo con la UNESCO, la tolerancia es:
• La capacidad de vivir y dejar vivir mejor a los demás, la capacidad de tener sus propias convicciones aceptando que los otros tengan las suyas, la capacidad de gozar de sus derechos y libertades sin vulnerar los del prójimo.
• Una actitud activa de reconocimiento de los derechos humanos universales y las libertades fundamentales de los demás.
La Tolerancia propicia ideas nuevas, así como organizar debates y sensibilizar a la toma de conciencia en la aceptación y aprecio de la rica diversidad de las culturas y religiones del mundo.
1995 fue declarado, por iniciativa de la UNESCO, Año de las Naciones Unidas para la Tolerancia, y en su transcurso se realizó una campaña mundial en favor de la tolerancia y la no violencia. El Día Internacional de la Tolerancia tuvo su origen en el impulso de ese Año.
El desarrollo de la tolerancia y la confianza en las diversas comunidades no se logra de la noche a la mañana; es algo que requiere tiempo y esfuerzos. Establecer la tolerancia supone el acceso a la educación. La intolerancia suele tener sus raíces en la ignorancia y el temor: temor a lo desconocido, al "otro", a otras culturas, religiones y naciones. La intolerancia está también estrechamente ligada a un sentimiento exacerbado de autoestima y orgullo, nociones enseñadas y aprendidas a edad temprana. Por tanto, en los próximos años tenemos que hacer más hincapié en educar a los niños acerca de la tolerancia, los derechos humanos y las libertades fundamentales.
Pero no debemos olvidar que la educación no termina en el aula, y que los adultos -en primer lugar como personas capaces de cometer actos de intolerancia, pero sobre todo en su calidad de padres, legisladores y encargados de la aplicación de la ley- también han de estar entre los principales destinatarios de nuestros esfuerzos educativos.
Un Día Internacional de la Tolerancia puede ser una ocasión anual de la educación para la tolerancia así como de reflexión y debates sociales y políticos de mayor alcance sobre los problemas de intolerancia locales y mundiales.
Si bien el problema de la intolerancia es mundial, en cuanto está aumentando en muchas partes del mundo, las manifestaciones de intolerancia generalmente adoptan formas locales o nacionales. Así, para ser eficaces, las normas mundiales contra la intolerancia tienen que combinarse con medidas locales, nacionales e individuales.
UNESCO propuso Diez Ideas para la Celebración del Día Internacional de la Tolerancia
1. Diversidad en la comunidad
2. Derechos humanos
3. Programa individual de tolerancia
4. No a la violencia
5. Diversidad ecológica y diversidad humana
6. Tolerancia religiosa
7. Actualidades
8. Deportes y tolerancia
9. Creatividad en el trabajo
10. Vínculos internacionales
"Tolerancia, tolerancia, palabrita en el mantel, pocos platos se la sirven, muchas bocas a comer"
Silvio Rodriguez ("Sortilegio").
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
Portadora de síndrome de down com maior idade do Brasil
Homologado: Sexta-feira, 13 de agosto de 2010
O RankBrasil certificou Maria de Nazaré Firmeza de Souza de 67 anos pelo recorde de “Portadora de síndrome de down com maior idade do Brasil”.
Maria de Nazaré, conhecida carinhosamente por Teté, reside na cidade de Fortaleza – CE com uma grande e feliz família.
Teté nasceu no interior do Ceará, na cidade do Crato no ano de 1943, teve uma infância feliz cercada por uma família bem estruturada e unida. Sua trissomia só foi identificada com dois anos de idade quando sua família mudou para Fortaleza.
Teté freqüentou um colégio tradicional convivendo com todas as crianças, mas teve suas condições de aprendizado resumidas, durante muitos anos desempenhou com independência suas necessidades de alimentação, higiene e cuidados pessoais e há pouco tempo passou a ser dependente em alguns cuidados, apesar de continuar muito ativa e com muita saúde.
Em sua fase adulta freqüentou durante muitos anos escolas especiais como a APAE e hoje freqüenta o Espaço Terapêutico – Escola de Educação Especial onde se sente realizada e demonstra muita felicidade, fazendo sempre muitas amizades e se relacionando muito bem com todos.
Para os irmãos de Teté sempre foi importante normalizar a vida dela para integrá-la a sociedade, “nossa família sempre deu a ela a mesma educação dispensada aos demais filhos. Quando mais nova viajou muito junto com a família e hoje passa seus finais de semana na Praia das Fontes, município de Beberibe, onde temos uma casa”, conta a sobrinha Suzana.
O dia a dia de Teté é bem programado, freqüenta a escola três vezes por semana, tem uma sessão semanal com Terapeuta Ocupacional, duas sessões semanais com Fisioterapeuta, frequenta a Igreja Católica todos os domingos. A saúde do seu corpo é excelente, sem cardiopatia, mas esse ano começou a desenvolver o mal de Alzheimer. Toda a semana, geralmente aos domingos, recebe os irmãos e sobrinhos para um lanche em seu apartamento, como uma forma de alimentar a convivência familiar.
A recordista adora comer e dançar e é muito comunicativa, mas hoje já apresenta limitações para se expressar em função da dificuldade com a fala, “Teté se desenvolveu com normalidade venceu todas as etapas, da puberdade até a menopausa, com muita tranqüilidade e nas épocas normais, sem apresentar distúrbios característicos dessas fases. Ela está sempre presente em todos os eventos da família, e tem vivido de forma plena, dentro de suas possibilidades” declara Suzana.
A convivência com os portadores de SD é uma graça divina, por tudo que eles representam. São pessoas extremamente afetuosas, alegres, comunicativas e que, se deixadas florescer em sua plenitude, promovem alegria e amor em seu entorno. “A pessoa com Síndrome de Down é um benefício para todos porque aponta e promove valores que fazem a sociedade mais digna de chamar-se humana. Sua exclusão será o nosso fracasso”, declara a família.
O RankBrasil parabeniza a recordista Maria de Nazaré e toda a sua família pelo exemplo de afeto e carinho e a superação de que todos temos direito a uma vida plena e cheia de amor.
Raquel Susin
O RankBrasil certificou Maria de Nazaré Firmeza de Souza de 67 anos pelo recorde de “Portadora de síndrome de down com maior idade do Brasil”.
Maria de Nazaré, conhecida carinhosamente por Teté, reside na cidade de Fortaleza – CE com uma grande e feliz família.
Teté nasceu no interior do Ceará, na cidade do Crato no ano de 1943, teve uma infância feliz cercada por uma família bem estruturada e unida. Sua trissomia só foi identificada com dois anos de idade quando sua família mudou para Fortaleza.
Teté freqüentou um colégio tradicional convivendo com todas as crianças, mas teve suas condições de aprendizado resumidas, durante muitos anos desempenhou com independência suas necessidades de alimentação, higiene e cuidados pessoais e há pouco tempo passou a ser dependente em alguns cuidados, apesar de continuar muito ativa e com muita saúde.
Em sua fase adulta freqüentou durante muitos anos escolas especiais como a APAE e hoje freqüenta o Espaço Terapêutico – Escola de Educação Especial onde se sente realizada e demonstra muita felicidade, fazendo sempre muitas amizades e se relacionando muito bem com todos.
Para os irmãos de Teté sempre foi importante normalizar a vida dela para integrá-la a sociedade, “nossa família sempre deu a ela a mesma educação dispensada aos demais filhos. Quando mais nova viajou muito junto com a família e hoje passa seus finais de semana na Praia das Fontes, município de Beberibe, onde temos uma casa”, conta a sobrinha Suzana.
O dia a dia de Teté é bem programado, freqüenta a escola três vezes por semana, tem uma sessão semanal com Terapeuta Ocupacional, duas sessões semanais com Fisioterapeuta, frequenta a Igreja Católica todos os domingos. A saúde do seu corpo é excelente, sem cardiopatia, mas esse ano começou a desenvolver o mal de Alzheimer. Toda a semana, geralmente aos domingos, recebe os irmãos e sobrinhos para um lanche em seu apartamento, como uma forma de alimentar a convivência familiar.
A recordista adora comer e dançar e é muito comunicativa, mas hoje já apresenta limitações para se expressar em função da dificuldade com a fala, “Teté se desenvolveu com normalidade venceu todas as etapas, da puberdade até a menopausa, com muita tranqüilidade e nas épocas normais, sem apresentar distúrbios característicos dessas fases. Ela está sempre presente em todos os eventos da família, e tem vivido de forma plena, dentro de suas possibilidades” declara Suzana.
A convivência com os portadores de SD é uma graça divina, por tudo que eles representam. São pessoas extremamente afetuosas, alegres, comunicativas e que, se deixadas florescer em sua plenitude, promovem alegria e amor em seu entorno. “A pessoa com Síndrome de Down é um benefício para todos porque aponta e promove valores que fazem a sociedade mais digna de chamar-se humana. Sua exclusão será o nosso fracasso”, declara a família.
O RankBrasil parabeniza a recordista Maria de Nazaré e toda a sua família pelo exemplo de afeto e carinho e a superação de que todos temos direito a uma vida plena e cheia de amor.
Raquel Susin
sábado, 26 de junho de 2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Saindo da caverna
sexta-feira, junho 11, 2010
Breno Viola, no púlpito da Câmara dos Deputados, em 2010, onde disse que era a hora das pessoas com síndrome de Down representarem-se a si mesmas, e indicou seu desejo.
Por Laís Mendes Pimentel *
O que fez o homem sair da caverna, esfregar pedras uma contra a outra para obter fogo, inventar a roda para facilitar o transporte, e preparar lanças para vencer animais fisicamente mais preparados do que ele? A curiosidade, a coragem, o ímpeto de vencer, a vontade de tornar a vida mais fácil para si e para todos.
Mas foi um homem que fez isso tudo sozinho? A resposta é óbvia, né? Não. E todos os homens do grupo se animaram para viver estas aventuras quando um deles propôs encarar o mundo? A resposta desta tampouco é difícil de obter. Claro que entre os Pitecos, havia uma ala que só dava pitacos do contra. “Deixa disso, maluco! Vai virar comida de leão! Não inventa! Você não vai dar conta! Precisamos nos resguardar!”
Se não fosse a ousadia de alguns, estaríamos até hoje disputando, com os dentes, uma pele de urso com o coleguinha do lado.
O movimento de inclusão das pessoas com deficiência intelectual, no Brasil, vive uma situação semelhante às descritas acima. A candidatura de Breno Viola ao cargo de presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD) é uma oportunidade real de honrarmos a batalha diária, secular vivida diariamente por pessoas que nasceram ou adquiriram alguma deficiência intelectual, assim como seus parceiros de luta: pais, amigos, parentes e educadores.
Mas há quem diga que o Breno não está preparado. Baseado em que alguém pode dizer isso? Outra perguntinha de resposta fácil: Em seus próprios medos. O mais doloroso é saber que tal opinião parte de pessoas que se dizem a favor da inclusão das pessoas com Down na sociedade, de igual para igual, roçando cotovelos na caminhada em direção à igualdade de direitos. Sei…
Independente de ideologias (e a candidatura do Breno à FBASD não reflete nenhuma), quem poderia dizer que um homem negro com nome de árabe seria presidente dos Estados Unidos menos de 10 anos depois do ataque ao World Trade Center? Barak Hussein Obama é o nome do cara.
E Lula? Que tantos preconceituosos ainda chamam de analfabeto, não está aí? Para o bem ou para o mal? Quantos disseram que ele não tinha condições de ser presidente da República? Mais uma vez, gostando ou não, ele ocupa este cargo a dois mandatos, legitimado pelo voto popular.
É clara e desconcertante a cisão do movimento de inclusão neste momento no Brasil. O desejo da candidatura do Breno Viola, defendido tão corajosamente por ele, já valeu para mostrar quem é inclusivo da boca pra fora, quem prefere se resguardar atrás de teorias e deixar a prática para os outros países.
Se dependêssemos destas pessoas, meu filho, Francisco, estaria numa instituição para crianças especiais e não numa escola regular. Quem tem filho com Down sabe que a inclusão é suada, tem altos e baixos, surpresas positivas, decepções. Assim é a vida. A inclusão só está sendo construída diariamente graças aos que não se negaram a acreditar e a arriscar. Os que dispensaram porta-vozes e acreditaram, mesmo, que alguém com Down pode ir à luta, se expor de verdade. E que os erros e falhas serão bem-vindos pois serão reais e nos ajudarão a construir uma realidade em que não precisaremos de pessoas que se acham mais capacitadas a decidir a vida do meu filho do que ele um dia poderá decidir.
_______________________________
* Lais Mendes Pimentel, jornalista e roteirista, mãe do Francisco, 9 anos.
Publicado em sexta-feira, junho 11th, 2010 - 7:45 e classificado em COLUNAS ESPECIAIS, Espaço Aberto, TEXTOS E ARTIGOS. Você pode acompanhar os comentários sobre esta publicação agregando este RSS 2.0 feed.
Breno Viola, no púlpito da Câmara dos Deputados, em 2010, onde disse que era a hora das pessoas com síndrome de Down representarem-se a si mesmas, e indicou seu desejo.
Por Laís Mendes Pimentel *
O que fez o homem sair da caverna, esfregar pedras uma contra a outra para obter fogo, inventar a roda para facilitar o transporte, e preparar lanças para vencer animais fisicamente mais preparados do que ele? A curiosidade, a coragem, o ímpeto de vencer, a vontade de tornar a vida mais fácil para si e para todos.
Mas foi um homem que fez isso tudo sozinho? A resposta é óbvia, né? Não. E todos os homens do grupo se animaram para viver estas aventuras quando um deles propôs encarar o mundo? A resposta desta tampouco é difícil de obter. Claro que entre os Pitecos, havia uma ala que só dava pitacos do contra. “Deixa disso, maluco! Vai virar comida de leão! Não inventa! Você não vai dar conta! Precisamos nos resguardar!”
Se não fosse a ousadia de alguns, estaríamos até hoje disputando, com os dentes, uma pele de urso com o coleguinha do lado.
O movimento de inclusão das pessoas com deficiência intelectual, no Brasil, vive uma situação semelhante às descritas acima. A candidatura de Breno Viola ao cargo de presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD) é uma oportunidade real de honrarmos a batalha diária, secular vivida diariamente por pessoas que nasceram ou adquiriram alguma deficiência intelectual, assim como seus parceiros de luta: pais, amigos, parentes e educadores.
Mas há quem diga que o Breno não está preparado. Baseado em que alguém pode dizer isso? Outra perguntinha de resposta fácil: Em seus próprios medos. O mais doloroso é saber que tal opinião parte de pessoas que se dizem a favor da inclusão das pessoas com Down na sociedade, de igual para igual, roçando cotovelos na caminhada em direção à igualdade de direitos. Sei…
Independente de ideologias (e a candidatura do Breno à FBASD não reflete nenhuma), quem poderia dizer que um homem negro com nome de árabe seria presidente dos Estados Unidos menos de 10 anos depois do ataque ao World Trade Center? Barak Hussein Obama é o nome do cara.
E Lula? Que tantos preconceituosos ainda chamam de analfabeto, não está aí? Para o bem ou para o mal? Quantos disseram que ele não tinha condições de ser presidente da República? Mais uma vez, gostando ou não, ele ocupa este cargo a dois mandatos, legitimado pelo voto popular.
É clara e desconcertante a cisão do movimento de inclusão neste momento no Brasil. O desejo da candidatura do Breno Viola, defendido tão corajosamente por ele, já valeu para mostrar quem é inclusivo da boca pra fora, quem prefere se resguardar atrás de teorias e deixar a prática para os outros países.
Se dependêssemos destas pessoas, meu filho, Francisco, estaria numa instituição para crianças especiais e não numa escola regular. Quem tem filho com Down sabe que a inclusão é suada, tem altos e baixos, surpresas positivas, decepções. Assim é a vida. A inclusão só está sendo construída diariamente graças aos que não se negaram a acreditar e a arriscar. Os que dispensaram porta-vozes e acreditaram, mesmo, que alguém com Down pode ir à luta, se expor de verdade. E que os erros e falhas serão bem-vindos pois serão reais e nos ajudarão a construir uma realidade em que não precisaremos de pessoas que se acham mais capacitadas a decidir a vida do meu filho do que ele um dia poderá decidir.
_______________________________
* Lais Mendes Pimentel, jornalista e roteirista, mãe do Francisco, 9 anos.
Publicado em sexta-feira, junho 11th, 2010 - 7:45 e classificado em COLUNAS ESPECIAIS, Espaço Aberto, TEXTOS E ARTIGOS. Você pode acompanhar os comentários sobre esta publicação agregando este RSS 2.0 feed.
domingo, 9 de maio de 2010
Portadores de Síndrome de Down têm indicação para receber vacina
A Paulinha se vacinou e no dia aberto somente para o grupo com doenças crônicas, a dúvida foi justamente essa. O agente pensou e decidiu certo. Para esclarecimento geral, essa matéria esclaresse mais o assunto.
Notícia publicada na edição de 06/05/2010 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 2 do caderno B - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
Notícia publicada na edição de 06/05/2010 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 2 do caderno B - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
Os portadores de Síndrome de Down estão incluídos no grupo que tem indicação para receber a vacina contra Influenza A/H1N1, conforme esclarecimento da Secretaria da Saúde de Sorocaba. Embora não citados especificamente na lista de doenças crônicas definida pelo Ministério da Saúde, os portadores de uma alteração genética que sabidamente fragiliza o sistema de defesa do organismo contra doenças são imunodeprimidos e têm direito garantido à vacina.
A Vigilância Epidemiológica de Sorocaba informa que, como a Síndrome de Down não está especificada diretamente na lista das indicações para imunização, a vacinação desses pacientes gerou dúvidas no início da campanha. Procurada pela entidade Felicidade Down no início de abril, a equipe técnica da VE buscou a confirmação da indicação junto à Secretaria de Estado da Saúde, durante uma videoconferência realizada pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP).
Após avaliação técnica da coordenação estadual da campanha, a confirmação de que os portadores de Síndrome de Down devem ser vacinados foi passada para o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE-31) da Diretoria Regional de Saúde (DRS-16). Assim que o esclarecimento foi feito, a Vigilância Epidemiológica de Sorocaba emitiu um ofício para todos os trinta Centros de Saúde da cidade esclarecendo o assunto e orientando as equipes de atendimento.
Os portadores da Síndrome de Down de todas as idades devem ser vacinados. Para isso, basta comparecer a uma das unidades básicas de saúde da cidade e apresentar documento e a carteira de vacinação. A única contraindicação da vacina é para pessoas alérgicas à proteína do ovo.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Fisioterapia & Terapia Ocupacional
Algumas pessoas desconhecem a diferença entre a Fisioterapia e a Terapia Ocupacional, acreditando que um substitui a outro, ou mesmo que não existe diferença entre as profissões.
A Fisioterapia e a Terapia ocupacional são profissões distintas, ambas da área da saúde, de formação de nível superior. Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais são profissionais que cuidam da saúde, de maneira diferente, e trabalham de forma complementar.
Uma pessoa que pode ser atendida por uma fisioterapeuta e um terapeuta ocupacional para cuidar de um mesmo problema ou mesmo de problemas diferentes.
O Terapeuta Ocupacional trabalha com atividades humanas, planeja e organiza o cotidiano (dia-a-dia), possibilitando melhor qualidade de vida. Seu interesse está relacionado ao desenvolvimento, educação, emoções, desejos, habilidades, organização do tempo, conhecimento do corpo em atividade, utilização dos recursos tecnológicos e equipamentos urbanos, ambiência, facilitação e economia de energia nas atividades cotidianas e laborais (trabalho), objetivando o maior grau de independência e de autonomia possível.
O terapeuta ocupacional se ocupa da realização de atividades desde as mais simples, como escovar os dentes ou levar alimentos à boca, às mais complexas, como dirigir um automóvel ou dirigir uma empresa, promovendo, prevenindo, desenvolvendo, tratando, recuperando pessoas que apresentem quaisquer alterações na realização de atividades de autocuidado ou de interação social, melhorando o desempenho funcional e reduzindo desvantagens.
O Fisioterapeuta trabalha com recursos físicos, voltados à promoção, prevenção tratamento e recuperação de pessoas que apresentem alterações do movimento e suas conseqüências. Seu interesse está relacionado ao bom funcionamento do corpo, desde as funções básicas de respiração até as funções mais complexas, que envolvem vários sistemas do corpo. Utiliza recursos manuais e tecnológicos objetivando o maior grau de independência possível na realização dos movimentos necessários à realização das atividades cotidianas, proporcionando melhor desempenho funcional e reduzindo danos.
O fisioterapeuta se ocupa do corpo em movimento, desde os movimentos mais simples e reflexos, aos mais complexos e integrados, em sua ambiência doméstica e de trabalho, nos espaços urbanos e rurais, favorecendo a locomoção e interação necessárias à participação social, o autoconhecimento e a exploração de potencialidades cinéticas (motoras) em busca de melhor funcionalidade e qualidade de vida
Fonte: Crefito 2
Terapia Ocupacional e Equoterapia no Tratamento de Indivíduos Ansiosos
A complexidade da vida moderna assegura que a maioria dos indivíduos ver-se-ão periodicamente confrontando com situação que desencadeiam o estado de ansiedade, que é uma apresentação vaga e inespecífica que ocorre como resposta ao perigo contra a segurança pessoal, integridade biológica ou auto-estima.
A ansiedade resulta em preocupação somática e o comportamento resultante à ela abrange inquietude, sudorese, tremores, dispnéia, expressões faciais de medo, tensão muscular, (tiques ou cacoetes), fadiga, taquicardia, pressão sangüínea aumentada, a respiração fica mais rápida e profunda. Existem dois enfoques genéricos para reduzir o nível de ansiedade: um deles envolve o uso de agentes químicos que diminuem os sintomas propriamente dito, o outro são recursos e/ou técnicas destinadas a produzir um estado de relaxamento e bem estar, como por exemplo: IOGA, meditação transcendental, entre outras. A pesquisa discorre sobre a contribuição da Terapia Ocupacional conciliada a equoterapia no tratamento de indivíduos ansiosos; auxiliando no relaxamento; conscientização do corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora global e do equilíbrio, estimulando a auto-estima, iniciativa e sublimando a ansiedade. No âmbito da reabilitação, constatou-se na relação entre "pessoa e animal", uma grande troca que gerou ganhos em nível psíquico e físico, a estimulação que a equoterapia, proporcionou foi aumentado através de atividade e recursos da Terapia Ocupacional, levando o indivíduo a buscar soluções criativas para o seu desenvolvimento emocional, motor e cognitivo, levando-se em conta que o cavalo entra como instrumento e/ou recurso facilitador, permitindo ao indivíduo ousar, ultrapassando suas limitações, porém respeitando limites e regras, empostas pela atividade. O papel da Terapia Ocupacional é avaliar as funções físicas, mentais e sociais do indivíduo, identificando as áreas de disfunção e envolvendo num programa de atividades selecionadas, analisada e estruturada de forma a superar sua incapacidade, atividades essas que dão oportunidade a evasão de sentimentos, a sociabilização e auto-valorização, também orientar aos familiares sobre o tratamento desenvolvido. O objetivo da pesquisa foi enfatizar a promoção de uma melhor qualidade de vida para o paciente, comprovou-se a pesquisa, mediante a observação do paciente com ansiedade generalizada, submetido ao tratamento terapêutico ocupacional convencional, utilizando a equoterapia enquanto recurso.
Escrito por:
Ana Carla de Lima e Glauce Sandim Matti -Terapeutas Ocupacionais da Universidade Católica Dom Bosco, Campo Grande.
A ansiedade resulta em preocupação somática e o comportamento resultante à ela abrange inquietude, sudorese, tremores, dispnéia, expressões faciais de medo, tensão muscular, (tiques ou cacoetes), fadiga, taquicardia, pressão sangüínea aumentada, a respiração fica mais rápida e profunda. Existem dois enfoques genéricos para reduzir o nível de ansiedade: um deles envolve o uso de agentes químicos que diminuem os sintomas propriamente dito, o outro são recursos e/ou técnicas destinadas a produzir um estado de relaxamento e bem estar, como por exemplo: IOGA, meditação transcendental, entre outras. A pesquisa discorre sobre a contribuição da Terapia Ocupacional conciliada a equoterapia no tratamento de indivíduos ansiosos; auxiliando no relaxamento; conscientização do corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora global e do equilíbrio, estimulando a auto-estima, iniciativa e sublimando a ansiedade. No âmbito da reabilitação, constatou-se na relação entre "pessoa e animal", uma grande troca que gerou ganhos em nível psíquico e físico, a estimulação que a equoterapia, proporcionou foi aumentado através de atividade e recursos da Terapia Ocupacional, levando o indivíduo a buscar soluções criativas para o seu desenvolvimento emocional, motor e cognitivo, levando-se em conta que o cavalo entra como instrumento e/ou recurso facilitador, permitindo ao indivíduo ousar, ultrapassando suas limitações, porém respeitando limites e regras, empostas pela atividade. O papel da Terapia Ocupacional é avaliar as funções físicas, mentais e sociais do indivíduo, identificando as áreas de disfunção e envolvendo num programa de atividades selecionadas, analisada e estruturada de forma a superar sua incapacidade, atividades essas que dão oportunidade a evasão de sentimentos, a sociabilização e auto-valorização, também orientar aos familiares sobre o tratamento desenvolvido. O objetivo da pesquisa foi enfatizar a promoção de uma melhor qualidade de vida para o paciente, comprovou-se a pesquisa, mediante a observação do paciente com ansiedade generalizada, submetido ao tratamento terapêutico ocupacional convencional, utilizando a equoterapia enquanto recurso.
Escrito por:
Ana Carla de Lima e Glauce Sandim Matti -Terapeutas Ocupacionais da Universidade Católica Dom Bosco, Campo Grande.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Lei É Lei
Redução de Carga Horária: Novas Regras
Publicada no D.O.M. desta data, a RESOLUÇÃO SMA Nº 1552 DE 06 DE JULHO DE 2009 , que normatiza os critérios para concessão de redução de carga horária e dá outras providências.
Leia abixo o texto, na íntegra:
O SECRETÁRIO MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela legislação em vigor,
CONSIDERANDO a incidência crescente de solicitações de benefício previsto no artigo 177, inciso XXVIII da LOMRJ;
CONSIDERANDO os impactos destas concessões para a administração pública e para a própria coletividade e
CONSIDERANDO a necessidade de dar transparência aos critérios de avaliação para a concessão do benefício, identificando beneficiários e pré-requisitos para sua efetivação, bem como sua aplicabilidade em situações específicas;,
RESOLVE
Art. 1º São beneficiários da redução de carga horária os servidores municipais efetivos que detenham responsabilidade decorrente da lei (pai ou mãe), no caso de descendentes, ou de decisão judicial atribuidora de curatela, tutela e guardas, de indivíduos portadores de deficiências ou patologias incapacitantes, que justifiquem sua assistência direta e pessoal.
Parágrafo único. A comprovação da responsabilidade dar-se-á mediante a anexação no processo administrativo de cópia autenticada do respectivo documento (certidão de nascimento ou certidão de curatela, tutela ou guarda), observado o prazo de validade das concessões judiciais provisórias.
Art. 2º Caberá ao Órgão Pericial da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro – A/CSRH/CVS/GPM a verificação da deficiência ou patologia incapacitante, bem como a necessidade de ser concedida a redução da carga horária do servidor para viabilizar a assistência direta do servidor ao dependente.
Parágrafo único. A critério da A/CSRH/CVS/GPM, poderá ser solicitada, a qualquer tempo, uma visita do Serviço Social e/ou de Médico Perito à residência do servidor, de modo a verificar no próprio local os motivos ensejadores para a concessão do benefício.
Art. 3º Não será autorizada a redução de carga horária para os servidores que se encontrem cumprindo estágio probatório.
Art. 4º Nas hipóteses de acumulação legal de cargos, o funcionário público municipal, beneficiário de jornada reduzida em um deles, ao tomar posse em novo vínculo funcional, terá automaticamente, sustado o beneficio concedido na matrícula já ocupada.
§ 1º Posteriormente ao ingresso na 2ª matricula, não caberá concessão do benefício para ambos os cargos, salvo se a motivação ensejadora do pedido se remeter a situação distinta daquela concedida em data anterior.
§ 2º Admitir-se-á a concessão do benefício para ambos os cargos, a critério da A/CSRH/CVS/GPM, desde que atendidos os pressupostos estabelecidos no parágrafo anterior.
Art. 5º A redução de carga horária será sempre concedida pelo prazo de 1 (um) ano, ficando sua oficialização sob a competência do Órgão Pericial da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.
Art. 6º Na prorrogação do beneficio ficam mantida as orientações contidas na Resolução SMA nº 886, de 06 de abril de 1998, permanecendo o servidor com direito a redução da carga horária, enquanto aguarda decisão superior sobre o pedido.
Art. 7º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Fonte: Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro, 07 de junho de 2009
Publicada no D.O.M. desta data, a RESOLUÇÃO SMA Nº 1552 DE 06 DE JULHO DE 2009 , que normatiza os critérios para concessão de redução de carga horária e dá outras providências.
Leia abixo o texto, na íntegra:
O SECRETÁRIO MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela legislação em vigor,
CONSIDERANDO a incidência crescente de solicitações de benefício previsto no artigo 177, inciso XXVIII da LOMRJ;
CONSIDERANDO os impactos destas concessões para a administração pública e para a própria coletividade e
CONSIDERANDO a necessidade de dar transparência aos critérios de avaliação para a concessão do benefício, identificando beneficiários e pré-requisitos para sua efetivação, bem como sua aplicabilidade em situações específicas;,
RESOLVE
Art. 1º São beneficiários da redução de carga horária os servidores municipais efetivos que detenham responsabilidade decorrente da lei (pai ou mãe), no caso de descendentes, ou de decisão judicial atribuidora de curatela, tutela e guardas, de indivíduos portadores de deficiências ou patologias incapacitantes, que justifiquem sua assistência direta e pessoal.
Parágrafo único. A comprovação da responsabilidade dar-se-á mediante a anexação no processo administrativo de cópia autenticada do respectivo documento (certidão de nascimento ou certidão de curatela, tutela ou guarda), observado o prazo de validade das concessões judiciais provisórias.
Art. 2º Caberá ao Órgão Pericial da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro – A/CSRH/CVS/GPM a verificação da deficiência ou patologia incapacitante, bem como a necessidade de ser concedida a redução da carga horária do servidor para viabilizar a assistência direta do servidor ao dependente.
Parágrafo único. A critério da A/CSRH/CVS/GPM, poderá ser solicitada, a qualquer tempo, uma visita do Serviço Social e/ou de Médico Perito à residência do servidor, de modo a verificar no próprio local os motivos ensejadores para a concessão do benefício.
Art. 3º Não será autorizada a redução de carga horária para os servidores que se encontrem cumprindo estágio probatório.
Art. 4º Nas hipóteses de acumulação legal de cargos, o funcionário público municipal, beneficiário de jornada reduzida em um deles, ao tomar posse em novo vínculo funcional, terá automaticamente, sustado o beneficio concedido na matrícula já ocupada.
§ 1º Posteriormente ao ingresso na 2ª matricula, não caberá concessão do benefício para ambos os cargos, salvo se a motivação ensejadora do pedido se remeter a situação distinta daquela concedida em data anterior.
§ 2º Admitir-se-á a concessão do benefício para ambos os cargos, a critério da A/CSRH/CVS/GPM, desde que atendidos os pressupostos estabelecidos no parágrafo anterior.
Art. 5º A redução de carga horária será sempre concedida pelo prazo de 1 (um) ano, ficando sua oficialização sob a competência do Órgão Pericial da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.
Art. 6º Na prorrogação do beneficio ficam mantida as orientações contidas na Resolução SMA nº 886, de 06 de abril de 1998, permanecendo o servidor com direito a redução da carga horária, enquanto aguarda decisão superior sobre o pedido.
Art. 7º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Fonte: Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro, 07 de junho de 2009
terça-feira, 6 de abril de 2010
Tecnologia
O Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, na Alemanha, desenvolveu uma tecnologia para conversarmos no celular sem falarmos. A técnica, que traduz o movimento labial humano em voz digital gerada por computador, foi apresentada na feira de tecnologia CeBit 2010, em Hanôver, também no país europeu.
Nos testes, os pesquisadores alemães conectaram eletrodos no rosto das pessoas e monitoraram os pulsos elétricos gerados pelos movimentos musculares faciais, numa técnica que se chama eletromiografia. No futuro, esse equipamento poderá ser embutido em celulares para transformar os movimentos labiais numa voz eletrônica.
A tecnologia ajudará as pessoas que perderam a habilidade de fala a se expressarem, e poderá facilitar a conversação via celular em ambientes silenciosos (como um cinema), ou a transmitir informações confidenciais.
Fonte: vidamaislivre.com.br
Nos testes, os pesquisadores alemães conectaram eletrodos no rosto das pessoas e monitoraram os pulsos elétricos gerados pelos movimentos musculares faciais, numa técnica que se chama eletromiografia. No futuro, esse equipamento poderá ser embutido em celulares para transformar os movimentos labiais numa voz eletrônica.
A tecnologia ajudará as pessoas que perderam a habilidade de fala a se expressarem, e poderá facilitar a conversação via celular em ambientes silenciosos (como um cinema), ou a transmitir informações confidenciais.
Fonte: vidamaislivre.com.br
sábado, 3 de abril de 2010
Os EUA estão doentes
Os EUA são o único país do mundo desenvolvido em que a saúde foi transformada em mercadoria e o seu provimento entregue ao mercado privado das seguradoras. Os resultados são assustadores. 49 milhões de cidadãos não têm seguro de saúde e 45 mil morrem por ano por falta dele.
Boaventura de Sousa Santos
Em sentido metafórico, a sociedade norte-americana está doente por muitas razões. Há mais de trinta de anos passo alguns meses por ano nos EUA e tenho observado uma acumulação progressiva de "doenças", mas não é delas que quero escrever hoje. Hoje escrevo sobre doença no sentido literal e faço-o a propósito da reforma do sistema de saúde em discussão final no Congresso. As lições desta reforma para o nosso país são evidentes. Os EUA são o único país do mundo desenvolvido em que a saúde foi transformada em mercadoria e o seu provimento entregue ao mercado privado das seguradoras. Os resultados são assustadores. Gastam por ano duas vezes mais em despesas de saúde que qualquer outro país desenvolvido e, apesar disso, 49 milhões de cidadãos não têm qualquer seguro de saúde e 45 mil morrem por ano por falta dele. Mais, a cada passo surgem notícias aterradoras de pessoas com doenças graves a quem as seguradoras cancelam os seguros, a quem recusam pagar tratamentos que lhes poderiam salvar a vida ou a quem recusam vender o seguro por serem conhecidas as suas — condições pré-existentes“, ou seja, a probabilidade de virem necessitar de cuidados de saúde dispendiosos no futuro.
A perversidade do sistema reside em que os lucros das seguradoras são tanto maiores quanto mais gente da classe média baixa ou trabalhadores de pequenas e médias empresas são excluídos, ou seja, grupos sociais que não aguentam constantes aumentos dos prémios de seguro que nada têm a ver com a inflação. No meio de uma grave crise econômica e alta taxa de desemprego, a seguradora Anthem Blue Cross - que no ano passado declarou um aumento de 56% nos seus lucros - anunciou há semanas uma alta de 39% nos preços na Califórnia, o que provocaria a perda do seguro para 800.000 pessoas. A medida foi considerada criminosa e escandalosa por alguns membros do Congresso.
Por todas estas razões, há um consenso nos EUA de que é preciso reformar o sistema de saúde, e essa foi uma das promessas centrais da campanha de Barack Obama. A sua proposta assentava em duas medidas principais:criar um sistema público, financiado pelo Estado, que, ainda que residual, pudesse dar uma opção aos que não conseguem pagar os seguros; regular o sector de modo que os aumentos dos planos não pudessem ser decididos unilateralmente pelas seguradoras. Há um ano que a proposta de lei tramita no Congresso e não é seguro que a lei seja aprovada até à Páscoa, como pede o Presidente. Mas a lei que será aprovada não contém nenhuma das propostas iniciais de Obama. Pela simples razão de que o lobby das seguradoras gastou 300 milhões de euros para pagar aos congressistas encarregados de elaborar a lei (para as suas campanhas, para as suas causas e, afinal, para os seus bolsos). Há seis lobistas da área de saúde registrados por cada membro do Congresso. Lobby é a forma legal do que no resto do mundo se chama corrupção. A proposta, a ser aprovada, está de tal modo desfigurada que muitos setores progressistas (ou seja, setores um pouco menos conservadores) pensam que seria melhor não promulgar a lei. Entre outras coisas, a leib "entrega" às seguradoras cerca de 30 milhões de novos clientes sem qualquer controle sobre o montante dos planos. Os EUA estão doentes porque a democracia norte-americana está doente.
Que lições? Primeiro, é um crime social transformar a saúde em mercadoria. Segundo, uma vez dominantes no mercado, as seguradoras mostram uma irresponsabilidade social assustadora. São responsáveis perante os acionistas, não perante os cidadãos. Terceiro, têm armas poderosas para dominar os governos e a opinião pública. Em Portugal, convém-lhes demonizar o SNS só até ao ponto de retirar dele a classe média, mais sensível à falta de qualidade, mas nunca ao ponto de o eliminar pois, doutro modo, deixariam de ter o "caixote do lixo" para onde atirar os doentes que não querem.Os mais ingênuos ficam perplexos perante os prejuízos dos hospitais públicos e os lucros dos privados. Não se deram conta de que os prejuízos dos hospitais públicos, por mais eficientes que sejam, serão sempre a causa dos lucros dos hospitais privados.
Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).
Boaventura de Sousa Santos
Em sentido metafórico, a sociedade norte-americana está doente por muitas razões. Há mais de trinta de anos passo alguns meses por ano nos EUA e tenho observado uma acumulação progressiva de "doenças", mas não é delas que quero escrever hoje. Hoje escrevo sobre doença no sentido literal e faço-o a propósito da reforma do sistema de saúde em discussão final no Congresso. As lições desta reforma para o nosso país são evidentes. Os EUA são o único país do mundo desenvolvido em que a saúde foi transformada em mercadoria e o seu provimento entregue ao mercado privado das seguradoras. Os resultados são assustadores. Gastam por ano duas vezes mais em despesas de saúde que qualquer outro país desenvolvido e, apesar disso, 49 milhões de cidadãos não têm qualquer seguro de saúde e 45 mil morrem por ano por falta dele. Mais, a cada passo surgem notícias aterradoras de pessoas com doenças graves a quem as seguradoras cancelam os seguros, a quem recusam pagar tratamentos que lhes poderiam salvar a vida ou a quem recusam vender o seguro por serem conhecidas as suas — condições pré-existentes“, ou seja, a probabilidade de virem necessitar de cuidados de saúde dispendiosos no futuro.
A perversidade do sistema reside em que os lucros das seguradoras são tanto maiores quanto mais gente da classe média baixa ou trabalhadores de pequenas e médias empresas são excluídos, ou seja, grupos sociais que não aguentam constantes aumentos dos prémios de seguro que nada têm a ver com a inflação. No meio de uma grave crise econômica e alta taxa de desemprego, a seguradora Anthem Blue Cross - que no ano passado declarou um aumento de 56% nos seus lucros - anunciou há semanas uma alta de 39% nos preços na Califórnia, o que provocaria a perda do seguro para 800.000 pessoas. A medida foi considerada criminosa e escandalosa por alguns membros do Congresso.
Por todas estas razões, há um consenso nos EUA de que é preciso reformar o sistema de saúde, e essa foi uma das promessas centrais da campanha de Barack Obama. A sua proposta assentava em duas medidas principais:criar um sistema público, financiado pelo Estado, que, ainda que residual, pudesse dar uma opção aos que não conseguem pagar os seguros; regular o sector de modo que os aumentos dos planos não pudessem ser decididos unilateralmente pelas seguradoras. Há um ano que a proposta de lei tramita no Congresso e não é seguro que a lei seja aprovada até à Páscoa, como pede o Presidente. Mas a lei que será aprovada não contém nenhuma das propostas iniciais de Obama. Pela simples razão de que o lobby das seguradoras gastou 300 milhões de euros para pagar aos congressistas encarregados de elaborar a lei (para as suas campanhas, para as suas causas e, afinal, para os seus bolsos). Há seis lobistas da área de saúde registrados por cada membro do Congresso. Lobby é a forma legal do que no resto do mundo se chama corrupção. A proposta, a ser aprovada, está de tal modo desfigurada que muitos setores progressistas (ou seja, setores um pouco menos conservadores) pensam que seria melhor não promulgar a lei. Entre outras coisas, a leib "entrega" às seguradoras cerca de 30 milhões de novos clientes sem qualquer controle sobre o montante dos planos. Os EUA estão doentes porque a democracia norte-americana está doente.
Que lições? Primeiro, é um crime social transformar a saúde em mercadoria. Segundo, uma vez dominantes no mercado, as seguradoras mostram uma irresponsabilidade social assustadora. São responsáveis perante os acionistas, não perante os cidadãos. Terceiro, têm armas poderosas para dominar os governos e a opinião pública. Em Portugal, convém-lhes demonizar o SNS só até ao ponto de retirar dele a classe média, mais sensível à falta de qualidade, mas nunca ao ponto de o eliminar pois, doutro modo, deixariam de ter o "caixote do lixo" para onde atirar os doentes que não querem.Os mais ingênuos ficam perplexos perante os prejuízos dos hospitais públicos e os lucros dos privados. Não se deram conta de que os prejuízos dos hospitais públicos, por mais eficientes que sejam, serão sempre a causa dos lucros dos hospitais privados.
Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).
sexta-feira, 2 de abril de 2010
A importância da Terapia Ocupacional nos planos de saúde
Por Mariana Fulfaro
http://www.marianaterapeutaocupacional.com/
Em janeiro, a Agência Nacional de Saúde (ANS) exigiu que até o meio de 2010 os planos de saúde devem cobrir 12 consultas de terapia ocupacional por ano. Antes, a obrigação das empresas era garantir seis consultas. A decisão da ANS é um reconhecimento de que essa especialidade é importante, e de que os brasileiros precisam dela. Contudo, muita gente ficou se perguntando: mas afinal de contas, para que serve um terapeuta ocupacional? Em que esse profissional pode me ajudar?
A terapia ocupacional, ao contrário do que o nome sugere, não serve para preencher o tempo vago das pessoas. A função dessa importante área da saúde é devolver a capacidade das pessoas realizarem suas atividades diárias, como tomar banho, se alimentar, sair de casa, trabalhar e se divertir.
Se alguém tiver dificuldade para fazer alguma dessas coisas, ou qualquer outra relacionada com o dia-a-dia, o terapeuta ocupacional entra em cena. É o que acontece, por exemplo, quando uma pessoa sofre um acidente e tem que usar uma cadeira de rodas. Quem vai ajudá-lo a se adaptar a essa nova vida será o terapeuta ocupacional.
A profissão também é essencial em problemas psiquátricos ou psicológicos. Quem passou muito tempo internado em um hospital por exemplo, pode precisar da terapia ocupacional para voltar a fazer compras, se relacionar com os amigos, formar uma famíla. O mesmo ocorre quando idosos começam a perder a memória ou têm dificuldades de comer ou se locomover. Eles precisam desse profissional da saúde para ajudá-los a voltar a fazer suas atividades.
Em seu trabalho, o terapeuta ocupacional se preocupa em estimular as pessoas usando recursos que façam sentido à sua vida. Por isso utiliza atividades simples e criativas, como jogos, exercícios e arte. É por causa disso, também, que se pensa que o terapeuta serve para "ocupar o tempo" das pessoas. Mas não é. Cada exercício proposto tem um sentido especial, e vai ajudar o paciente a recuperar uma habilidade perdida.
Um profissional tão importante para a saúde - e, por que não, para a felicidade - de tanta gente não poderia ficar fora dos convênios médicos.
http://www.marianaterapeutaocupacional.com/
Em janeiro, a Agência Nacional de Saúde (ANS) exigiu que até o meio de 2010 os planos de saúde devem cobrir 12 consultas de terapia ocupacional por ano. Antes, a obrigação das empresas era garantir seis consultas. A decisão da ANS é um reconhecimento de que essa especialidade é importante, e de que os brasileiros precisam dela. Contudo, muita gente ficou se perguntando: mas afinal de contas, para que serve um terapeuta ocupacional? Em que esse profissional pode me ajudar?
A terapia ocupacional, ao contrário do que o nome sugere, não serve para preencher o tempo vago das pessoas. A função dessa importante área da saúde é devolver a capacidade das pessoas realizarem suas atividades diárias, como tomar banho, se alimentar, sair de casa, trabalhar e se divertir.
Se alguém tiver dificuldade para fazer alguma dessas coisas, ou qualquer outra relacionada com o dia-a-dia, o terapeuta ocupacional entra em cena. É o que acontece, por exemplo, quando uma pessoa sofre um acidente e tem que usar uma cadeira de rodas. Quem vai ajudá-lo a se adaptar a essa nova vida será o terapeuta ocupacional.
A profissão também é essencial em problemas psiquátricos ou psicológicos. Quem passou muito tempo internado em um hospital por exemplo, pode precisar da terapia ocupacional para voltar a fazer compras, se relacionar com os amigos, formar uma famíla. O mesmo ocorre quando idosos começam a perder a memória ou têm dificuldades de comer ou se locomover. Eles precisam desse profissional da saúde para ajudá-los a voltar a fazer suas atividades.
Em seu trabalho, o terapeuta ocupacional se preocupa em estimular as pessoas usando recursos que façam sentido à sua vida. Por isso utiliza atividades simples e criativas, como jogos, exercícios e arte. É por causa disso, também, que se pensa que o terapeuta serve para "ocupar o tempo" das pessoas. Mas não é. Cada exercício proposto tem um sentido especial, e vai ajudar o paciente a recuperar uma habilidade perdida.
Um profissional tão importante para a saúde - e, por que não, para a felicidade - de tanta gente não poderia ficar fora dos convênios médicos.
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